Mais da metade da população depende dos cofres públicos

Segundo levantamento realizado por Maristella Ansanelli, economista-chefe do Banco Fibra (banco de médio porte com sede em São Paulo e que pertence a família Steinbruch – também dona do Grupo Vicunha), a população brasileira está cada dia mais dependente dos cofres públicos para movimentar a economia.

Matéria de Stênio Ribeiro, da Agência Brasil, explica que de acordo com as contas de Maristella Ansanelli, são 11,6 milhões de brasileiros cadastrados no programa Bolsa Família, mais 26,6 milhões de aposentados e pensionistas e cerca de 10 milhões de funcionários públicos nos três níveis de governo.

Supondo que uma família média é composta por quatro pessoas, no caso do Bolsa Família, o funcionalismo público atende em média a duas pessoas e os aposentados e pensionistas contam por uma pessoa apenas, num cálculo conservador.

Numa estimativa grosso modo, isso dá em torno de 93 milhões de pessoas, ou mais de 50% da população brasileira, que recebem renda diretamente do governo. Por essa razão, os indicadores de vendas no varejo passaram praticamente incólumes nos últimos meses.

 

Cidades não monitoram qualidade da água distribuída à população

Pesquisa realizada em 1.907 muncipios brasileiros pelo PMSS (Programa de Modernização do Setor Saneamento), que tem apoio do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e é executado pelo Ministério das Cidades, revelou que embora o controle da qualidade da água que chega às casas seja obrigação legal das empresas de abastecimento, muitas assumem que não conseguem cumprir as normas federais.

Das 1.296 cidades que responderam a uma pergunta do questionário sobre o cumprimento das normas, em mais da metade (657) as empresas responsáveis pelo serviço de água afirmam que têm grande dificuldade para realizar as análises determinadas pelo Ministério da Saúde.

As companhias argumentam que faltam equipamentos de laboratório e recursos financeiros. Em 40% dos casos, não há laboratórios dentro da cidade, o que obriga a enviar amostras a municípios vizinhos. Além disso, grande parte aponta como um empecilho grave o número reduzido de funcionários (39%) e a falta de pessoal qualificado (26%).

Cabe às secretarias municipais de saúde cobrar o cumprimento dessas normas pelas empresas de abastecimento, refazendo análises e exigindo relatórios. Porém, o estudo do PMSS com 803 dessas secretarias indica que menos de um quinto das cidades com até 20 mil habitantes têm profissionais que trabalham exclusivamente na área. Nos municípios com mais de 500 mil habitantes (na amostra pesquisada, eram 26), metade conta com profissionais especializados.

Ao todo, 51% das secretarias municipais de saúde dizem que os investimentos de sua cidade em vigilância da qualidade da água são insuficientes.

Comento: Outro dia vi uma informação de que menos de 50% dos  brasileiros tem conta corrente em banco e que menos de 30% tem acesso a esgoto tratado. Assustador.

Veja abaixo um link para o Miniature Earth, iniciativa de Donella Meadows que traz algumas inquietantes informações sobre a pobreza no mundo.

https://clebermiranda.wordpress.com/wp-admin/post.php?action=edit&post=12

Eu prefiro sempre falar de prosperidade, mas, tem horas, que vale a pena ficar com o coração grato pelo que temos e já conquistamos na vida, ou como diz o texto de Donela “Apreciate what you have and do your best for a better world”, “Aprecie o que você tem e dê o seu máximo para um mundo melhor”.

 

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