Resproduzo aqui texto da SIL que encontrei na comunidade chamada ‘The Money Camp’ de Educação Financeira no limao.com.br.
EDUCAÇÃO FINANCEIRA: NA GRADE CURRICULAR OU FORA DELA…FUNCIONA
Hoje li uma matéria onde diziam que não é obrigação da escola educar financeiramente o aluno e eu sou obrigada a discordar disto.
Omitir o papel da escola como formadora de cidadãos conscientes com as questões relacionadas à vida presente e futura de seus alunos, tornaria a escola simplesmente mera espectadora.
A escola tem um papel muito importante na vida dos alunos, pois é lá dentro que a criança passa a maior parte de sua vida, é onde, de uma forma ou de outra, ela expõe seus medos, angústias, paixões (normalmente a escola é o primeiro lugar onde a criança forma o seu primeiro grupo social e, muitas vezes, descobre o seu primeiro amor), vitórias, derrotas, etc. Como dissociar esta função e responsabilidade da educação financeira por parte da escola?
Pode ser muito idealista esta minha colocação, mas, apaixonada pela educação e com exemplos reais no meu dia-a-dia, a educação é base transformadora e a instituição denominada escola é responsável, juntamente com os pais, pela educação financeira das crianças, sim.Outra coisa da qual discordo é dizer que a educação financeira só funciona se estiver inserida na grade escolar. Concordo sob o ponto de vista que, se estiver inserida na grade curricular, mais crianças serão educadas financeiramente, mas provamos que fora da grade curricular ela funciona muito bem, até porque para se educar financeiramente dentro de outras matérias tem que se capacitar o professor que inserirá a educação financeira no conteúdo da matéria de história, de geografia, de português e até de matemática. Aí, sim, eu questiono quanto os pais e as escolas querem estar engajados na capacitação deste profissional ?
Se os pais não foram educados financeiramente, como poderão transmitir a educação financeira a seus filhos? Lendo livros, mas não sabendo colocar em prática, pouco crescerá com a educação financeira dos filhos. Somos seres de hábitos e modelos e, realmente, leva-se tempo para modificar velhos hábitos e fazer com que os filhos adotem um novo modelo. Temos tido exemplos reais através do programa , onde o filho vem passando ensinamentos de educação financeira aos pais.
Há um caso, de tantos outros que poderíamos citar, que a criança disse à tia: “ Você irá pagar novamente com cartão de crédito se você nem pagou o valor integral do cartão no mês passado?”. Tem-se subestimado muito a capacidade das crianças e jovens em lidar com as questões financeiras e da própria vida. Como diz uma outra mãe de aluna: “ Dê a oportunidade e converse com seus filhos. Eles sabem muito mais do que a gente imagina!”.