Educação Financeira

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Posts com Tag ‘cartão de crédito’

Troca de dívida

Publicado por Cléber Miranda em Julho 28, 2009

Troca de dívida é saída para quem está enforcado no cheque especial ou cartão

Sophia Camargo

Com a nova queda da taxa Selic é uma boa hora para trocar as dívidas com juros altos por outra com juros mais baixos. A estratégia é excelente especialmente para quem tem dívidas com altas taxas de juros, como cheque especial e cartão de crédito.

Para se ter uma ideia do alívio que isso representa para o consumidor, vamos tomar por exemplo alguém que estivesse devendo R$ 1.000,00 no cheque especial a uma taxa mensal de 9%. Segundo os cálculos do professor de matemática financeira José Vieira Dutra Sobrinho, se essa pessoa apenas pagasse os juros desembolsaria, por mês, R$ 90,00 sem que, no entanto, o montante de R$ 1.000,00 deixasse de existir. Se deixasse de pagar a dívida e esta se acumulasse, ao fim de 18 meses estaria devendo R$ 4.717,20!

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Cartão de crédito – o vilão do endividamento

Publicado por Cléber Miranda em Julho 21, 2009

Reproduzo post da Silvia Alembert do wikisite Dinheiro é Bom e Eu Gosto do Limão:

Novamente o cartão de crédito é o vilão do endividamento.

Sem nenhum planejamento financeiro, com o desemprego batendo à porta, com a tentação das propagandas incentivando compras a prazo (e longos prazos…), não dava para visualizar outro cenário, a não ser este descrito abaixo.

E de novo o ensinamento: “Se você não tem dinheiro para comprar à vista, você não pode comprar de jeito nenhum!”

 

Cartão de crédito é o maior vilão do endividamento

Marinella Castro – Estado de Minas

 20.07.2009

 
Nos últimos cinco anos, o peso das compras parceladas engoliram o orçamento do consumidor, sendo responsável por quase 70% das contas em atraso. O cartão de crédito é o principal vilão do índice. De 2004 para cá, o dinheiro de plástico ganhou espaço, competindo com o cheque e o crediário. Mas a facilidade de fazer prestações, para adquirir desde eletrodomésticos até alimentos e serviços do salão de beleza, chegou com o descontrole das finanças. No período, o peso dessa forma de pagamento quase dobrou no comprometimento do orçamento doméstico, saltando de um percentual de 20% para 37%. Entre as dívidas do consumidor, o cartão passou da quinta colocação no ranking das contas em atraso para o primeiríssimo lugar, ultrapassando com folga até mesmo os atrasos com as contas de luz, que historicamente têm ocupado posição de destaque no pódio do desequilíbrio financeiro.
 

Juntas, as dívidas com os cartões de crédito, o chamado private label (cartão de lojas) e as prestações em geral respondem por mais de 67% das contas em atraso. Os dados comparativos estão no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido em junho de 2004 e junho deste ano, pela Fundação Ipead/UFMG, em parceria com a Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

Em junho de 2004, o cartão de crédito aparece entre as cinco maiores dívidas do brasileiro. Daí em diante o movimento é ascendente. Em 2006, a modalidade ganha duas posições, ocupando o terceiro lugar, e este ano dispara como líder absoluto. “O planejamento e a educação financeira não chegaram com a mesma velocidade que a ampliação do crédito, e é aí que está o risco”, comenta a coordenadora do Departamento de Economia da Fecomércio-MG, Silvânia Araújo. Segundo ela, o despreparo do brasileiro para administrar o crédito aparece em diversas faixas de renda, sendo pago com elevadas taxas de juros. “O crédito é importante, mas, se não é planejado, tem um lado perverso.”

A vendedora Ivani Dutra Ribeiro está a procura de um novo emprego. Enquanto isso, tenta equilibrar as finanças com o auxílio do crédito. Hoje, a vendedora tem um cartão comercial e um private label, mas o número de bandeiras em sua carteira já foi maior. Ela decidiu reduzir a quantidade exatamente para cortar gastos. “O cartão é muito bom pela facilidade de comprar com prazos. O risco é que a gente gasta um dinheiro que não tem. Já fiquei descontrolada algumas vezes e agora presto atenção.” Para pagar as contas em dia, a consumidora entrou em uma espécie de ciranda. “Saco dinheiro de um cartão para pagar o outro. Assim não atraso as contas”, explica.

A facilidade para comprar pagando com um dinheiro que muitas vezes não tem em caixa fez o número da inadimplência crescer. Apesar disso, os cartões de crédito ainda têm espaço a conquistar. “As altas taxas de juros compensam a inadimplência. Os últimos números do setor mostravam que cerca de dois terços da população economicamente ativa ainda não têm cartão de crédito”, comenta Miguel José de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Entre as dívidas que mais pesam no orçamento doméstico, despesas básicas têm destaque. O aluguel perdeu espaço, entre 2004 e 2009, reduzindo seu peso no orçamento doméstico de 13% para 4%. O uso da água também está mais programado e o peso do item foi reduzido no período de 34% para 19%. Já a conta de luz continua pesando no endividamento das famílias. “Existe um espaço entre o atraso da conta e o corte do serviço, daí a liderança do item”, lembra Silvânia Araújo. Ela ressalta também o crescimento do consumo de eletrodomésticos nos últimos anos.

Câmara aprova educação financeira nas aulas de matemática

Leia no UOL Educação:
Agora vamos precisar ensinar aos professores para eles repassarem para a garotada. Muito boa iniciativa.

 

Cléber Miranda - Educação Financeira

Cléber Miranda - Educação Financeira

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Comendo hoje para pagar amanhã!!!

Publicado por Cléber Miranda em Julho 14, 2009

Segue abaixo post da Silvia Alembert da comunidade Dinheiro é Bom e eu Gosto do site de relacionamentos Limão.com, Silvia desenvolve a metodologia The Money Camp no Brasil. Muito instrutivo e um bom relato do estado das finanças das pessoas comuns no Brasil.

Esta reportagem saiu no jornal de Minas, mas é o que vem acontecendo com muitas das famílias brasileiras.

Pagar supermercado com cartão de crédito só dá certo se for feito um planejamento muito rigoroso, para que o cartão seja quitado na data do vencimento com o valor total da fatura.

O melhor ensinamento ainda é: “Se você não tem dinheiro para comprar à vista… você não tem dinheiro para comprar de jeito nenhum!”

Se a grana tá curta, não adianta empurrar as despesas com a alimentação pra frente. Você só vai arrumar mais problemas com dinheiro.

Lembre-se: o negócio dos bancos e administradoras de cartões de crédito é fazer dinheiro em cima do SEU dinheiro! 

Fonte: Estado de Minas

 ”Recorrer ao crédito nos supermercados e nas feiras para pagar a comida que ficou mais cara este ano pode representar ameaça certeira de rombo no orçamento. Por trás das ofertas e benefícios oferecidos nas compras a prazo de alimentos em Belo Horizonte, os juros cobrados do cliente chegam a 5,04% ao mês, em média, na fatura dos cartões próprios das redes varejistas, quase 10 vezes mais que a inflação medida em junho na capital mineira, de 0,52%. A dona-de-casa nem precisa fazer as contas para perceber o tamanho do encargo. Basta observar que apenas no mês passado a taxa superava toda a alta do custo de vida nos últimos 12 meses (de 4,06%), apurada pela Fundação Ipead, vinculada à UFMG.

Se a opção for pelos cartões de bandeira dos bancos ou das administradoras, parceiros ou não dos supermercados no crediário, a dívida pode crescer ao ritmo de até impagáveis 17% ao mês, num único momento em que a fatura deixar de ser liqüidada integralmente. “É onde mora o perigo”, alerta Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças e Administração (Anefac). Diferente da compra parcelada eventual de eletrodomésticos ou artigos de cama e mesa, os alimentos são uma despesa regular bancada com o salário de todo mês. As parcelas do financiamento no cartão vão se acumulando a cada nova compra, sem que a dívida anterior tenha sido encerrada.

O cliente que descuidar do controle dos parcelamentos ou deixar de pagar todo o valor de cada fatura cairá na armadilha dos juros. “O problema é que a dona-de-casa ou o chefe de família estão comprometendo o salário de amanhã para comer hoje. Se deixam de pagar, vão assumir uma dívida altíssima”, afirma Ribeiro de Oliveira. (…)” continua

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Cartão de crédito

Publicado por Cléber Miranda em Setembro 19, 2008

O cartão de crédito é uma excelente ferramenta de crédito para quem sabe utilizá-lo. Facilita a sua vida, na medida em que você não precisa andar com dinheiro. Parcelamentos sem juros quando não há desconto à vista devem ser aproveitados.

O cartão caiu no gosto do brasileiro e hoje existem dezenas de bandeiras competindo com as gigantes VISA, Mastercard, Diners Club e American Express. Aqui no Espírito Santo mesmo temos umas 03 (três) bandeiras ligadas a financeiras.

As lojas e os supermercados descobriram o melhor jeito de aposentar a cadernetinha de crediário. Fizeram parcerias com empresas de cartão de crédito e colocam seus nomes nos mesmos.

Quando é bom ter cartão de crédito? Quando se tem controle financeiro suficiente para não comprar o que não precisa, nem parcelar o que não deve.

Quano o cartão não é indicado? Quando a pessoa utiliza o cartão para financiar desejos e não controla os gastos e passa a financiar as compras no ‘rotativo’.

O que é crédito rotativo? É quando você faz o pagamento mínimo ou qualquer valor abaixo do valor da fatura. Os juros dessa modalidade são os mais altos do mercado brasileiro. Lembre-se que nosso país ostenta a 1ª posição entre os maiores juros do mundo.

Observe sua fatura de cartão de crédito. Creio que está escriro assim:

Saque: 12% a.m

Rotativo: 11,5%

Atraso: 9%

É mais ou menos isso em todas (maior chance de ser mais).

Todo cartão de crédito tem anuidade. Você paga uma taxa anual por utilizar o cartão. Quanto melhor for o seu relacionamento com o banco, menor vai ser a sua anuidade, chegando a até mesmo não existir anuidade.

Cartão adicional para dependentes: Muito cuidado. Esposa e filhos precisam de cartão para emergências, certifique-se de que eles sabem utilizar o cartão. Monitore os gastos que vem discriminados na fatura.

Evite comprar a crédito aquilo que você pode pagar à vista com desconto. Negocie sempre. Peça desconto. Qualquer mercadoria pode ter desconto à vista. Nessas lojas de auto-serviço (tipo C&A) nunca dão desconto. O motivo é muito simples, eles ganham mais dinheiro emprestando, vendendo títulos de capitalização e com cartões de crédito que vendendo roupas. Fique de olho.

Nunca. Jamais pague o mínimo. Eu já fiz isso. Muita gente que conheço já fez também. Qual o problema? Você fez compras a prazo. Parcelou várias compras. A fatura chegou. Você resolve usar o dinheiro que ia pagar ao cartão para fazer outra coisa. Hummm. Mês que vem a fatura estará lá de novo, implacável. Ela vai discriminar suas contas que vencem nesse mês, mais o valor que deixou de pagar no mês anterior, mais os juros por ter pago o mínimo. Aperte os cintos, nesse momento precisa ter muito controle para não colocar vários meses a perder.

Pague logo.

Cuide do seu dinheiro, cuide do seu futuro.

Cléber José de Miranda

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